Licenciamento de fossa séptica: o que é preciso

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Revisto a 22 de outubro de 2026

Em poucas palavras: Só se pode ter sistema próprio quando não há rede pública (DL 226-A/2007, art. 48.º). O depósito estanque dispensa TURH; a fossa com infiltração até 10 habitantes leva pedido de parecer à APA, que no distrito de Braga é a ARH do Norte; acima de 10, TURH. Câmara e entidade gestora também entram.

De onde vêm estes dados: Agência Portuguesa do Ambiente, apresentação sobre licenciamento de fossas com infiltração (seminário da APDA, junho de 2013); APA, Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH do Norte) (lido em 22/10/2026).

Em todas as obras somos nós a tratar do processo. Aqui fica o que pedimos, a que entidade, e a razão de cada passo.

Fossa de polietileno enterrada em gravilha, com as tampas de acesso à vista

O ponto de partida

O Decreto-Lei n.º 226-A/2007 (art. 48.º) só admite um sistema próprio de águas residuais quando a casa não consegue ligar ao coletor público. O primeiro papel do processo é, por isso, a declaração da entidade gestora a dizer que essa ligação não é possível.

Duas situações diferentes

Quantas pessoas a casa serve

CasoResposta da APA
Depósito estanqueSem TURH
Fossa com infiltração, 10 habitantes ou menosPedido de parecer à APA/ARH do Norte (sem TURH-licença); o parecer fixa condições
Mais de 10 habitantesTURH, com validade até 10 anos; pode trazer tratamento complementar, valores-limite de descarga e autocontrolo

De onde vêm estes dados: Agência Portuguesa do Ambiente, apresentação sobre licenciamento de fossas com infiltração (seminário da APDA, junho de 2013) (lido em 22/10/2026).

De onde vêm estes dados: Agência Portuguesa do Ambiente, formulário anexo para rejeição de águas residuais (lido em 22/10/2026).

Tudo se submete na plataforma SILiAmb, com georreferenciação. Para o distrito de Braga, quem responde é a ARH do Norte, sediada no Porto: os 14 concelhos ficam, total ou parcialmente, na região hidrográfica do Cávado, Ave e Leça (RH2), que esta administração gere.

De onde vêm estes dados: APA, Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH do Norte); APA, Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Cávado, Ave e Leça (RH2), 3.º ciclo 2022-2027, parte 1 (lido em 22/10/2026).

O que entra no processo

  1. Declaração da entidade gestora sobre a impossibilidade de ligação.
  2. Ensaio de percolação, se houver infiltração.
  3. Projeto do depósito e do órgão de infiltração, com desenhos georreferenciados.
  4. Planta com coordenadas do depósito e de todas as captações à volta (poços, furos, minas, nascentes).
  5. Aprovação municipal, integrada no projeto da habitação.

Há entidades no distrito com regras a mais. Barcelos dá 30 dias para anular a fossa depois de a rede começar a funcionar e exige ensaio de percolação; Famalicão obriga a ligar quando o coletor está a menos de 20 m.

De onde vêm estes dados: Município de Barcelos, Regulamento municipal dos sistemas públicos e prediais de água e de drenagem de águas residuais (minuta, 2023), arts. 55.º a 57.º; Município de Vila Nova de Famalicão, Portal do Munícipe, «Limpeza de fossas sépticas» (lido em 22/10/2026).

Condições habituais do parecer

Outras dúvidas

Quanto tempo leva o processo?

Varia com a APA, a câmara e a entidade gestora. Arrancamos com ele logo a seguir à visita.

Até 10 pessoas preciso de TURH?

Não: basta o pedido de parecer à APA/ARH do Norte. Acima de 10 habitantes, sim. Um depósito estanque dispensa TURH.

Pago taxa de recursos hídricos?

Segundo a apresentação da APA que citamos, as habitações isoladas com tratamento próprio estão isentas da componente de rejeição.

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